quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Então é Natal...

O Natal se aproxima, e com ele começa toda a correria que vemos todos os anos. Todo mundo correndo pra comprar os presentes de última hora e as roupas que vão ser usadas, pra resolver os últimos detalhes das festas, das viagens, etc. E estas são as preocupações da grande maioria das pessoas nessa época do ano. As únicas preocupações. O consumismo, as comemorações. Mas poucas são as pessoas que se lembram do verdadeiro sentido, do que realmente importa.

O Natal não representa ceia, festa, presente. O Natal representa, pra quem crê, a vinda de Jesus, o salvador. Pra quem não crê, deveria significar pelo menos uma época pra repensarmos nossos atos perante a nossa sociedade, pra buscarmos melhorar a nós mesmos e ajudar as pessoas à nossa volta. Uma época tomada pela solidariedade, não pelo consumismo.

Por isso, o meu convite é que no dia de Natal, você pare um momento pra pensar, onde quer que você esteja, nas pessoas que não celebrarão o Natal com suas famílias, por qualquer que seja o motivo; nas que não tem condições de ter uma ceia, presentes, nem festa; nas que passarão o Natal nas ruas, com fome, ou mesmo nos lugares mais ricos, mas infelizes. E reze por elas. Se sua religião (ou a falta dela) não permitir uma oração, apenas veja tudo o que você tem e seja grato por isso. Esse convite não sou eu quem faço a você, mas Aquele que é maior do que eu, e que vem tão humildemente pedir abrigo no coração de cada um de nós não só no dia 25 de dezembro, mas a cada novo dia. Aceite esse convite ;)

Que Deus abençoe a todos. Feliz Natal e Ano Novo!

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terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O "último stalinista"

Depois de muito tempo sem postar, volto a escrever. Os motivos foram dois. Primeiro, falta de tempo, época de provas, etc, etc. Segundo, falta de inspiração mesmo.

Hoje, vendo notícias aleatórias, uma me chamou a atenção, como sempre. Diferentemente de todas as outras, porém, esta não me despertou críticas, mas sim admiração.

A notícia era sobre Oscar Niemeyer. Sim, o arquiteto comunista que projetou Brasília e a Pampulha. E sim, ele ainda está vivo. Prestes a completar 103 anos de idade, ele é o autor de uma nova criação, mas não arquitetônica. Dessa vez, sua obra foi musical. Um samba.

A própria figura do Niemeyer em si já me é admirável. Este seu último ato, no entanto, me surpreendeu de uma forma ainda maior, talvez pelo momento pelo qual estou passando. Tenho plena consciência de que devo decidir o meu futuro [profissionalmente e em alguns outros aspectos também] ainda durante essas férias. No auge da minha neurose, me deparo com este homem, que depois de uma brilhante carreira e de uma vida de mais de um século, se reinventa, se redescobre, encontra novas formas de por em prática seu trabalho e sua criatividade.

Se ele, a essa altura da vida, encontrou algo mais que lhe traz satisfação ao fazer, porque nós, jovens, nos cobramos tanto uma resposta imediata do que queremos da vida? Afinal, o que você quer hoje, pode não ser o que vai querer amanhã. Nós mudamos, a toda hora, todo minuto. Nossos desejos e sonhos vêm e vão. Não devemos nos prender a uma decisão como se ela fosse permanente, e sim nos adaptar a cada fase da nossa vida.

O que nos deixa inseguros é o mundo competitivo e cheio de dificuldades à nossa volta. Se não sentíssemos tanta pressão a respeito do nosso futuro, as escolhas seriam muito mais fáceis e flexíveis. Tamanha pressão deve-se à falta de oportunidades. Nos preocupamos tanto se teremos um bom emprego, se receberemos um bom salário, se seremos bem-sucedidos, que temos fixa na mente a idéia de que devemos ter desde cedo definido o que queremos ser. É este um dos grandes fatores causadores dos crescentes casos de depressão. A pessoa busca retorno financeiro, que julga ser o seu sucesso, em detrimento da satisfação pessoal. Da própria felicidade.

Finalizarei com uma frase do próprio Niemeyer, que descreve perfeitamente a única certeza que eu tenho do que eu quero para minha vida. Independentemente do que eu fizer [com certeza não será arquitetura], é isso que eu quero que meu trabalho seja:

"Não me sinto importante. Arquitetura é meu jeito de expressar meus ideais: ser simples, criar um mundo igualitário para todos, olhar as pessoas com otimismo. Eu não quero nada além da felicidade geral."