Toda declaração de caráter religioso toma proporções polêmicas na mídia. Isso porque, em um mundo de culturas e crenças tão diversificadas como o nosso, sempre terá alguém que discorde, que distorça, que tente levar o que foi dito para um lado que te favoreça.
A declaração da vez foi do Papa Bento XVI, em relação ao uso da camisinha. Em uma série de entrevistas com um jornalista alemão que constituirão o livro Luz do Mundo: O Papa, a Igreja e os Sinais do Tempo, o pontífice declarou que o uso do preservativo é aceitável em "alguns casos", para prevenção da Aids.
A esse respeito, encontramos depoimentos e comentários de pessoas das mais diversas áreas. Os radicais de um lado dizem que o papa finalmente está "abrindo sua mente". Os do outro lado, criticam-no por defender algo até então fortemente condenado pela Igreja.
Diante disso, ficam as questões: Estaria o Papa mudando sua mente ultraconservadora? Ou esse posicionamento pode ser considerado uma afronta à doutrina católica?
Os motivos para o Papa dar tal declaração não são muito difíceis de se enxergar, quando se têm um mínimo de conhecimento sobre os dogmas da Igreja. Na realidade, só é necessário saber a base da fé cristã: propagar o amor e defender a vida. É condenado pela Igreja tudo que não tem como motivação o amor e que seja prejudicial à vida, dom de Deus, sobre o qual só Ele tem o poder. Assim, se a camisinha é usada com o intuito de defender a vida, e não de impedir novas vidas de serem formadas, é um caso em que o seu uso é aceitável, como disse o pontífice. E, novamente segundo ele, isso não significa que o ato desenfreado da sexualidade seja justificado, pelo contrário. Seu uso nesse caso apenas a torna mais banalizada. Mas no sentido de proteger a vida do outro, é um grande passo para uma "humanização da sexualidade".
Nada de revolucionário, nada contra os ensinamentos da Igreja. Portanto, não supervalorizemos tudo o que a mídia nos traz, pois não há nada que o badalado pontífice diga que não seja divulgado em dimensões muito maiores do que deveria ser.
tibieza ti.bi.e.za sf (tíbio+eza)1 Qualidade de tíbio. 2 Fraqueza, frouxidão. 3 Falta de ardor. Antôn: energia, calor, fervor.
domingo, 21 de novembro de 2010
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Analogia
É curioso, o futebol. Um esporte que tomou tamanha dimensão na vida do povo que hoje age como ferramenta de inclusão, sendo praticado e/ou amado por todas as classes, cores, idades, e até por ambos os sexos. É talvez o campo (literalmente ou não) onde encontramos menos discriminação.
O que mais me intriga, porém, é a funcionalidade do futebol. É a relação esporte-torcedor. O torcedor é mais que um mero espectador do que acontece no mundo futebolístico. Pelo contrário, é parte ativa. Entende, conhece, sabe, cobra. Entende o jogo, as regras, até mesmo a política por trás do esporte. Conhece cada posição, cada jogador, cada time, cada árbitro, cada técnico. Sabe a função de cada personagem, dentro e fora de campo: do atacante, do goleiro, do zagueiro, dos juízes, do técnico, dos presidentes. Sabe o que cada um deve fazer, e sempre sabe se estão cumprindo devidamente as suas tarefas. Sabe tudo o que acontece, todas as negociações feitas, todos os jogos ganhos, perdidos ou empatados. Sabe a situação do time. E cobra. Cobra as vitórias, os títulos. Cobra resultados.
E o esporte retribui. Ou melhor, os times retribuem. Seu objetivo é, além de conquistar os títulos, e eu diria que principalmente, satisfazer o torcedor. Para isso, trabalham suas técnicas, preparam os jogadores, gastam milhões em contratações, renovam a equipe, mudam os técnicos. Tudo para que o time consiga resultados, conquiste vitórias, e satisfaça aquele para quem tudo é feito.
Podemos dizer, infelizmente, que a funcionalidade do futebol em nada se aplica à realidade do nosso país. Exceto por um aspecto: enquanto um único time ganha, todos os outros saem perdendo.
O que mais me intriga, porém, é a funcionalidade do futebol. É a relação esporte-torcedor. O torcedor é mais que um mero espectador do que acontece no mundo futebolístico. Pelo contrário, é parte ativa. Entende, conhece, sabe, cobra. Entende o jogo, as regras, até mesmo a política por trás do esporte. Conhece cada posição, cada jogador, cada time, cada árbitro, cada técnico. Sabe a função de cada personagem, dentro e fora de campo: do atacante, do goleiro, do zagueiro, dos juízes, do técnico, dos presidentes. Sabe o que cada um deve fazer, e sempre sabe se estão cumprindo devidamente as suas tarefas. Sabe tudo o que acontece, todas as negociações feitas, todos os jogos ganhos, perdidos ou empatados. Sabe a situação do time. E cobra. Cobra as vitórias, os títulos. Cobra resultados.
E o esporte retribui. Ou melhor, os times retribuem. Seu objetivo é, além de conquistar os títulos, e eu diria que principalmente, satisfazer o torcedor. Para isso, trabalham suas técnicas, preparam os jogadores, gastam milhões em contratações, renovam a equipe, mudam os técnicos. Tudo para que o time consiga resultados, conquiste vitórias, e satisfaça aquele para quem tudo é feito.
Podemos dizer, infelizmente, que a funcionalidade do futebol em nada se aplica à realidade do nosso país. Exceto por um aspecto: enquanto um único time ganha, todos os outros saem perdendo.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Mundo elitizado
Devo retirar o que eu disse em uma das postagens anteriores. Há muita gente nesse país que ainda se preocupa com a nossa educação.
Na tarde de hoje, um grupo de cerca de 300 estudantes se reuniu na frente do MASP, em São Paulo, e seguiu pela avenida Paulista até a rua da Consolação em protesto. A mobilização foi contra a elitização da educação, segundo o site do Estado de São Paulo.
Paremos pra pensar um pouco: o que hoje não é elitizado? O que hoje é igual para todos? Em que quem tem dinheiro não tem vantagem sobre quem não tem, ou tem menos? Educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, lazer. Todas as necessidades básicas de uma pessoa são comercializadas como quaisquer mercadorias, sendo seus fins o lucro, e não o bem-estar da população. Não que o dinheiro não possa proporcionar melhores escolas, alimentos, etc. Mas o básico é direito de todos. E nem o básico é oferecido a quem não tem como pagar.
Assim, vemos o preço do que é de qualidade aumentar cada vez mais. Em contrapartida, não temos uma melhora da condição financeira da população. Em 2008, 90% da população tinha um rendimento menor que cinco salários mínimos (de acordo com o IBGE). Isso significa que apenas um décimo da população tinha renda suficiente para pagar por escola particular, convênio médico ou consultas e hospitais particulares, e tudo aquilo mais que lhe é necessário. Essa distribuição não seria tão injusta, se não fosse preciso pagar para se ter o que é dever do Estado oferecer.
Não, não sou socialista. Não quero uma sociedade igualitária. O que defendo é uma sociedade justa, a qual ainda estamos muito longe de alcançar. Difícil, porém não inalcançável. Em um mundo cada vez mais injusto, devem partir de nós atitudes, mesmo que pequenas, para mudá-lo.
Na tarde de hoje, um grupo de cerca de 300 estudantes se reuniu na frente do MASP, em São Paulo, e seguiu pela avenida Paulista até a rua da Consolação em protesto. A mobilização foi contra a elitização da educação, segundo o site do Estado de São Paulo.
Paremos pra pensar um pouco: o que hoje não é elitizado? O que hoje é igual para todos? Em que quem tem dinheiro não tem vantagem sobre quem não tem, ou tem menos? Educação, saúde, alimentação, moradia, transporte, lazer. Todas as necessidades básicas de uma pessoa são comercializadas como quaisquer mercadorias, sendo seus fins o lucro, e não o bem-estar da população. Não que o dinheiro não possa proporcionar melhores escolas, alimentos, etc. Mas o básico é direito de todos. E nem o básico é oferecido a quem não tem como pagar.
Assim, vemos o preço do que é de qualidade aumentar cada vez mais. Em contrapartida, não temos uma melhora da condição financeira da população. Em 2008, 90% da população tinha um rendimento menor que cinco salários mínimos (de acordo com o IBGE). Isso significa que apenas um décimo da população tinha renda suficiente para pagar por escola particular, convênio médico ou consultas e hospitais particulares, e tudo aquilo mais que lhe é necessário. Essa distribuição não seria tão injusta, se não fosse preciso pagar para se ter o que é dever do Estado oferecer.
Não, não sou socialista. Não quero uma sociedade igualitária. O que defendo é uma sociedade justa, a qual ainda estamos muito longe de alcançar. Difícil, porém não inalcançável. Em um mundo cada vez mais injusto, devem partir de nós atitudes, mesmo que pequenas, para mudá-lo.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Quando o Irã censura... tudo.
Imagine um país onde a proximidade com alguém do outro sexo, que não seu parente ou cônjuge, pode lhe levar à prisão. Um país onde todo e qualquer livro, para ser publicado, primeiro passa por uma minuciosa verificação de funcionários do governo, em busca de palavras sexualmente insinuantes ou politicamente revolucionárias. Um país onde homens e mulheres tem horários determinados para andar nas calçadas do lado direito ou esquerdo da rua, a fim de permanecerem separados.
Imagine isto, e terá o Irã em sua mente.
A realidade iraniana é complexa e curiosa. É difícil imaginarmos uma situação tão diferente da nossa. Desde as roupas até os programas de televisão, nada condiz com aquilo que vemos no nosso dia a dia.
O que torna a vida dos iranianos aparentemente complicada é a política religiosa. Após a Revolução Islâmica, que encerrou um sistema monárquico de 2500 anos, o novo governo foi estabelecido baseado no Corão, o livro sagrado islâmico. Esse é o fundamento de tão rigorosas regras.
O rigor começa na questão pecaminosa. É proibido ou censurado tudo que possa levar alguém a pecar, até mesmo em pensamento. Portanto, mulheres não podem permanecer sozinhas com homens que não forem seus maridos ou parentes, pois este relacionamento pode levar ambos ao pecado. Para isso, o governo tem patrulhas para circular nas ruas e repreender pessoas pegas "no flagra". Palavras, frases e até livros inteiros que deixam um sentido sexual implícito ou explícito não podem ser publicados, cenas de filmes em que mulheres aparecem com os braços e cabelos a mostra devem ser cortadas, tarefas para as quais o governo também tem seus responsáveis por fiscalizar.
A censura também se aplica a manifestações contra o governo e a favor dos Estados Unidos. Vemos isso claramente na falta de McDonald's no país. Quer sinal mais anti-americano do que este? Quanto ao governo, até mesmo o nome dos seus filhos pode lhe ser negado se remeteram a antigos monarcas, o que indicaria a sua contrariedade ao regime vigente.
Então você me pergunta: Aonde você quer chegar com tudo isso?
E eu lhe respondo: Leia um livro. Leia um BOM livro.
Tudo o que escrevi acima, aprendi com a leitura das primeiras 94 páginas do livro Quando o Irã censura uma história de amor, e um pouco de pesquisa apenas para complementar. O romance nos mostra um pouco dessa cultura iraniana, enquanto conta a história de amor de Sara e Dara. Fica a dica pra quem procura uma literatura um pouco mais rica do que aquela que temos encontrado ultimamente na lista dos mais vendidos.
Imagine isto, e terá o Irã em sua mente.
A realidade iraniana é complexa e curiosa. É difícil imaginarmos uma situação tão diferente da nossa. Desde as roupas até os programas de televisão, nada condiz com aquilo que vemos no nosso dia a dia.
O que torna a vida dos iranianos aparentemente complicada é a política religiosa. Após a Revolução Islâmica, que encerrou um sistema monárquico de 2500 anos, o novo governo foi estabelecido baseado no Corão, o livro sagrado islâmico. Esse é o fundamento de tão rigorosas regras.
O rigor começa na questão pecaminosa. É proibido ou censurado tudo que possa levar alguém a pecar, até mesmo em pensamento. Portanto, mulheres não podem permanecer sozinhas com homens que não forem seus maridos ou parentes, pois este relacionamento pode levar ambos ao pecado. Para isso, o governo tem patrulhas para circular nas ruas e repreender pessoas pegas "no flagra". Palavras, frases e até livros inteiros que deixam um sentido sexual implícito ou explícito não podem ser publicados, cenas de filmes em que mulheres aparecem com os braços e cabelos a mostra devem ser cortadas, tarefas para as quais o governo também tem seus responsáveis por fiscalizar.
A censura também se aplica a manifestações contra o governo e a favor dos Estados Unidos. Vemos isso claramente na falta de McDonald's no país. Quer sinal mais anti-americano do que este? Quanto ao governo, até mesmo o nome dos seus filhos pode lhe ser negado se remeteram a antigos monarcas, o que indicaria a sua contrariedade ao regime vigente.
Então você me pergunta: Aonde você quer chegar com tudo isso?
E eu lhe respondo: Leia um livro. Leia um BOM livro.
Tudo o que escrevi acima, aprendi com a leitura das primeiras 94 páginas do livro Quando o Irã censura uma história de amor, e um pouco de pesquisa apenas para complementar. O romance nos mostra um pouco dessa cultura iraniana, enquanto conta a história de amor de Sara e Dara. Fica a dica pra quem procura uma literatura um pouco mais rica do que aquela que temos encontrado ultimamente na lista dos mais vendidos.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
Governo(s) x educação
Os textos postados abaixo, só para constar, foram postados segunda, terça e quarta, cada um em um dia. Mas como decidi mudar de blog, não achei justo não colocar os textos que já havia publicado no blog criado anteriormente.
De qualquer forma, vamos a legítima postagem de hoje.
Ontem, assisti chocada ao nosso presidente dizer que o Enem foi um sucesso "total e absoluto". Mais chocada ainda, porém, fiquei ao ver hoje que problemas com a educação não são exclusividade nossa.
Mais cedo em Londres, um grupo de estudantes fizeram um protesto, que chegou a ficar violento, na frente da Millbank Tower, a sede do Partido Conservador. O motivo do protesto foi a proposta do governo de aumento da taxa paga pelos estudantes às universidades, devido a um suposto corte de gastos públicos que resultaria em menos investimentos do governo ao ensino universitário. Dessa forma, os alunos teriam que pagar o valor necessário para suprir o fim das concessões.
Em frente a isso, houve a mobilização. Estudantes e polícia se enfrentaram, estes últimos impedindo a entrada dos revoltosos no prédio do partido. O conflito chegou ao ponto das janelas serem quebradas a chutes pelos estudantes. E quem pode condená-los? Não tem eles o direito de se revoltar contra um governo que quer que paguem o triplo do que costumam, pela mesma qualidade do ensino? Eis o argumento do líder estudantil. Até a década de 1990, as universidades eram total custo do governo. Depois, passou a ser cobrada dos alunos uma taxa máxima permitida, de aproximadamente 3.000 libras. Agora, as taxas podem chegar a 9.000 libras. E a qualidade, pode não mudar ou piorar. Um argumento com certeza válido.
Coincidentemente ou não, soube ontem que haverá uma mobilização em São Paulo contra o aumento do preço dos ônibus. Fiquei extremamente feliz com a notícia. Não pelo aumento, claro. Nas janelas dos ônibus lemos: "Transporte: um direito do cidadão, um dever do Estado." Tanto é dever do Estado, que estamos pagando cada dia mais caro por ele. Adoro a ironia das nossas autoridades.
O que me deixou feliz foi ver o povo se mobilizando por algo. E é o que nós, estudantes, devíamos fazer. Não é a educação também um direito do cidadão e um dever do Estado? Não é justo alguém que não tem condições de pagar uma escola particular ser prejudicado na hora de entrar numa faculdade por não ter tido uma boa educação de base. E não é justo, para se ter uma educação de qualidade, alguém ter de pagar quase mil reais por mês.
Isto está longe de mudar. Mas não mudará nunca, enquanto assistirmos a tudo aceitando e nos acomodando à situação.
Minha sugestão: obriguem todos os filhos de políticos estudarem em escola pública em vez de mandá-los para a Europa. Vamos ver se eles não começam a trabalhar enfim para que essa educação passe de fato a educar.
De qualquer forma, vamos a legítima postagem de hoje.
Ontem, assisti chocada ao nosso presidente dizer que o Enem foi um sucesso "total e absoluto". Mais chocada ainda, porém, fiquei ao ver hoje que problemas com a educação não são exclusividade nossa.
Mais cedo em Londres, um grupo de estudantes fizeram um protesto, que chegou a ficar violento, na frente da Millbank Tower, a sede do Partido Conservador. O motivo do protesto foi a proposta do governo de aumento da taxa paga pelos estudantes às universidades, devido a um suposto corte de gastos públicos que resultaria em menos investimentos do governo ao ensino universitário. Dessa forma, os alunos teriam que pagar o valor necessário para suprir o fim das concessões.
Em frente a isso, houve a mobilização. Estudantes e polícia se enfrentaram, estes últimos impedindo a entrada dos revoltosos no prédio do partido. O conflito chegou ao ponto das janelas serem quebradas a chutes pelos estudantes. E quem pode condená-los? Não tem eles o direito de se revoltar contra um governo que quer que paguem o triplo do que costumam, pela mesma qualidade do ensino? Eis o argumento do líder estudantil. Até a década de 1990, as universidades eram total custo do governo. Depois, passou a ser cobrada dos alunos uma taxa máxima permitida, de aproximadamente 3.000 libras. Agora, as taxas podem chegar a 9.000 libras. E a qualidade, pode não mudar ou piorar. Um argumento com certeza válido.
Coincidentemente ou não, soube ontem que haverá uma mobilização em São Paulo contra o aumento do preço dos ônibus. Fiquei extremamente feliz com a notícia. Não pelo aumento, claro. Nas janelas dos ônibus lemos: "Transporte: um direito do cidadão, um dever do Estado." Tanto é dever do Estado, que estamos pagando cada dia mais caro por ele. Adoro a ironia das nossas autoridades.
O que me deixou feliz foi ver o povo se mobilizando por algo. E é o que nós, estudantes, devíamos fazer. Não é a educação também um direito do cidadão e um dever do Estado? Não é justo alguém que não tem condições de pagar uma escola particular ser prejudicado na hora de entrar numa faculdade por não ter tido uma boa educação de base. E não é justo, para se ter uma educação de qualidade, alguém ter de pagar quase mil reais por mês.
Isto está longe de mudar. Mas não mudará nunca, enquanto assistirmos a tudo aceitando e nos acomodando à situação.
Minha sugestão: obriguem todos os filhos de políticos estudarem em escola pública em vez de mandá-los para a Europa. Vamos ver se eles não começam a trabalhar enfim para que essa educação passe de fato a educar.
Em nome da Ciência (?)
Em nome da Ciência (?)
Para minha surpresa, no segundo dia de blog já não tinha inspiração nenhuma pra escrever... haha
Mas, feliz ou infelizmente, não demorou muito pra achar alguma notícia que me desse o que falar.
"Exame de imagem preventivo reduz em 20% as mortes de fumantes por câncer de pulmão"
Lemos este título e nos sentimos de alguma forma felizes por isso. Afinal, o câncer de pulmão é o que mais mata no mundo. Independentemente da sua familiaridade com a doença, saber que algum fator diminuiu seu número de mortes dificilmente lhe será indiferente, apesar de não ter nada de surpreendente. Já diz o ditado que a prevenção é o melhor remédio.
Indo mais a fundo, no entanto, chegamos a um ponto da notícia que me pareceu valer a pena comentar:
"Até o mês passado, 354 pessoas do grupo das tomografias já tinham morrido de câncer no pulmão. No grupo do raio-X, 442 morreram. O risco de morte foi 20,3% menor entre os pacientes que fizeram tomografias."
E foi esse trecho que me fez refletir. Anteriormente a ele, é dito que um grupo de pessoas de meia-idade ou idosos foi submetido a três tomografias ou a uma radiografia anuais e acompanhamento por cinco anos. Em outras palavras, foram separados em grupos de pesquisa para serem analisados e descobrirem qual das formas de prevenção é a mais eficiente.
"Os pesquisadores afirmam que a descoberta pode salvar milhares de vidas."
Vejo aí um paradoxo. E as vidas que já foram perdidas? Foram sacrificadas por uma razão maior?
Posso estar equivocada, mas a visão que tenho é a de que estas pessoas foram usadas como cobaias. Um caso, é estimar a partir da porcentagem de mortos entre os que fazem a tomografia e os que fazem a radiografia. Outro, é coagir as pessoas a um ou outro tipo de prevenção para obter os dados para suas estimativas. Os resultados seriam os mesmos.
Não sou contra a ciência, muito pelo contrário. Um dos meus maiores desejos é que esta avance cada vez mais, ainda mais nessa área. Mas sou a favor da vida, sob toda e qualquer circunstância, e não considero válido o pensamento de sacrficar uma vida por outra. Toda vida é vida, dom de Deus, que só Ele tem o poder de tirar.
(Fonte: Folha Online)
Para começar...
... o assunto mais comentado do dia de hoje, com certeza: Enem.
O Enem 2010 tinha uma “responsabilidade” ainda maior que o dos outros anos. Além de substituir o vestibular das universidades federais, selecionando os melhores candidatos para a segunda fase ou, em alguns casos, até diretamente para as vagas dos cursos, também tinha a missão de devolver ao exame a credibilidade perdida com os escândalos a ele envolvidos no ano passado.
As provas não vazaram como aconteceu em 2009, mas erros de impressão das provas, desde provas incompletas até informações trocadas nos gabaritos, desencadearam novamente uma revolta generalizada contra a sua organização – ou a falta dela.
Vemos aí dois típicos exemplos que caracterizam o nosso país e o nosso povo. De um lado, temos a má realização feita pelo MEC e pelo Inep. Os erros, facilmente evitáveis, só podem ser considerados resultado de negligência por parte do ministério e do instituto, que pelos fatos ocorridos no último ano deveriam ter dado uma maior atenção às provas de 2010, falhando assim na missão de recuperar a sua credibilidade. Além dos erros, percebemos a quantas anda a educação no nosso país. As questões, em sua maioria, não exigiam conhecimentos complexos de ensino médio, o que é compreensível. Baixando o nível da avaliação, o desempenho das escolas torna-se satisfatório, elevando o índice que mais prejudica o IDH do país, o da educação.
Por outro lado, temos a reação das pessoas a mais uma falha. Brasileiro que é brasileiro adora reclamar. Se a prova estava fácil, estava fácil demais. Se estava difícil, estava impossível. A dificuldade da prova não influencia os resultados. Influenciaria se o objetivo do participante fosse a competição consigo mesmo; fosse se superar. Mas não é. Quem faz o Enem, quer competir com o outro, superar o outro. Não estamos interessados se a nossa nota é alta ou baixa, e sim se é suficientemente alta para ser maior que a dos nossos concorrentes. Sendo assim, a prova estar mais fácil ou mais difícil não afeta nossos objetivos, o que não nos dá razões para reclamar. Já os erros são motivos de indignação, mas essa indignação toma proporções desnecessárias. Quem foi prejudicado, fará uma nova prova. Qual a necessidade de todos os restantes também fazerem? Um fim de semana de provas já é cansativo o suficiente.
No fim de toda essa polêmica, não podemos nem dizer que estamos surpresos. Surpresos ficaríamos se tudo acontecesse sem imprevistos ou sem dar o que falar. Esperemos agora que os prejudicados sejam devidamente recompensados, sem mais prejuízos a ninguém.
Um pouco de cerimônia
Olá pessoas estranhas! (isso se aplica aos conhecidos e desconhecidos, com diferentes sentidos)
Se você é meu amigo, posso saber com certeza que é estranho. Se você nem me conhece e está lendo isso... bem, também posso dizer que é estranho. De qualquer forma, agradeço a visita!
Crio este blog com um único objetivo, dito no título: sair da tibieza. Não tenho o intuito de receber qualquer visitação, ainda nem decidi se comunicarei a alguém existência deste, haha. Apenas pretendo me ocupar com algo útil, pois para escrever sobre algo útil, me informo sobre algo útil, e assim minhas horas de ócio mal utilizadas vão se acabando aos poucos. Enfim, serão assuntos aleatórios, nem sempre úteis como acabo de dizer, mas assuntos que eu por algum motivo venha a querer falar sobre, pra aproveitamento próprio. Mesmo que ninguém vá ler. É um blog retórico. Estar disponível a outros é apenas uma consequência. Mas aceito sugestões, uma vez que minha vontade é me informar, se for algo que não me passou pela cabeça provavelmente é algo sobre o qual não sei a respeito.
Se você leu até o fim, agradeço a atenção. Boa sorte tendo paciência para ler o próximo!
E sim, criei outro em menos de três dias. Achei o blog do Google mais vantajoso que o da UOL.
Se você é meu amigo, posso saber com certeza que é estranho. Se você nem me conhece e está lendo isso... bem, também posso dizer que é estranho. De qualquer forma, agradeço a visita!
Crio este blog com um único objetivo, dito no título: sair da tibieza. Não tenho o intuito de receber qualquer visitação, ainda nem decidi se comunicarei a alguém existência deste, haha. Apenas pretendo me ocupar com algo útil, pois para escrever sobre algo útil, me informo sobre algo útil, e assim minhas horas de ócio mal utilizadas vão se acabando aos poucos. Enfim, serão assuntos aleatórios, nem sempre úteis como acabo de dizer, mas assuntos que eu por algum motivo venha a querer falar sobre, pra aproveitamento próprio. Mesmo que ninguém vá ler. É um blog retórico. Estar disponível a outros é apenas uma consequência. Mas aceito sugestões, uma vez que minha vontade é me informar, se for algo que não me passou pela cabeça provavelmente é algo sobre o qual não sei a respeito.
Se você leu até o fim, agradeço a atenção. Boa sorte tendo paciência para ler o próximo!
E sim, criei outro em menos de três dias. Achei o blog do Google mais vantajoso que o da UOL.
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